Eu concordo com Lúcio Flávio Pinto e não vejo sentido nesta disciplina sobre o Golpe. Penso que a análise histórica pertinente a este momento brasileiro poderia ser diluída nos programas de disciplinas cujas temáticas dialogassem com a questão histórica ou social. Jamais defendi a inclusão de disciplinas como solução dos problemas curriculares brasileiros, nem mesmo da Arte, que é o meu métier. O Golpe não é disciplina, mas curso livre, uma moda que se espalhou pelo país a partir do sul-sudeste, que sempre determina a pauta nacional, considerando menores as grandes questões amazônidas, as quais jamais priorizam em quaisquer esferas, institucional, política, educacional, audiovisual, etc. Afinal, para estes “pensadores”, o Norte não produz conteúdos. E há quem por estas bandas se aproveite disso. Mas, sobre a desnecessidade desta disciplina, sobre o golpe, portanto, não nego que o assunto seja de interesse acadêmico e intelectual, mas não o romantizo a ponto de colocá-lo no cent...
Arte e Cultura na Amazônia