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Mostrando postagens com o rótulo Bragança do Pará

Cirene Guedes, poeta de Bragança do Pará, faria 78 anos hoje

Escrevia poemas e canções com a velocidade de um rapper. Deixou cadernos, cartas, rabiscos, e muitas memórias, vivas. Autodidata, aprendeu inglês e traduzia notícias para a Rádio Educadora de Bragança. Teve desilusões amorosas, passou pelo Convento, foi professora, e bancária durante anos. Sofria com diabetes, além da solidão da velhice, e das dores pela perda de uma filha adotiva. Morava sozinha, vivia da aposentadoria e da ajuda de familiares e amigos. De corpo frágil, alma rija, e com os olhos a brilhar, quando recordava memórias da vida. Bem humorada, contava causos, inventava narrativas. Hoje, 27 de Novembro, ela completaria hoje 78 anos de idade. Cirene Maria da Silva Guedes estava com 74 anos quando morreu no dia 16 de agosto de 2015. Nasceu em Tentugal (outrora, Ourém, hoje, Santa Luzia). Era filha de Severino Guedes de Araújo com Laura Alves da Silva. E foi criada pelos tios Odorico Alves da Silva e Maria Augusta Almeida e Silva, meus avós de cr...

Criador do NAVEGAPARÁ recebe prêmio por mérito acadêmico em Portugal

A Conferência Internacional de Microondas e Optoeletrônica homenageia João Weyl, na sua 18ª edição, que se realiza este ano, em Aveiro, Portugal. Na noite desta Quarta-Feira, 13 de Novembro, o pesquisador receberá o Prêmio de Mérito Acadêmico - Medalha Prof. Attílio José Giarola, da Sociedade Brasileira de Fibras Ópticas e Optoeletrônica. O Prêmio é uma das formas de reconhecer o relevante trabalho de pesquisadores que se  destacam na área de micro-ondas e optoeletrônica. Entregue anualmente, a medalha foi instituída em 2012, tendo sido o Prof. Adaildo Gomes D’Assumpção, do Rio Grande do Norte, o primeiro agraciado. Em 2018, a medalha de mérito acadêmico Attílio José Giarola foi concedida ao Prof. José Luís Fabris, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Este ano, o homenageado será o Engenheiro Eletrônico (UFPa, 1981), mestre em Engenharia Elétrica - Telecomunicações – (PUC, RJ, 1989), e doutor em Engenharia Elétrica - Telecomunicações (Unicamp, 1994), pr...

Mestre da Vila dos pescadores de Ajuruteua reconhecido com o Prêmio Nacional de Culturas Populares

Lázaro Amorim Fernandes, 50 anos, pescador artesanal, carpinteiro, poeta e cantor, acaba de conquistar a Edição Teixeirinha do Prêmio Culturas Populares, do Ministério da Cidadania. Com o resultado, divulgado nesta quinta-feira, 31/10, Lázaro vai receber R$ 20 mil, mas, mais do que o dinheiro, este reconhecimento para ele e para Bragança do Pará tem um significado bastante simbólico. O Prêmio Culturas Populares destinou R$ 5 milhões para 250 iniciativas, que contribuam para fortalecer e dar visibilidade a atividades da cultura popular e tradicional de todo o Brasil. Filho da Dona Maria de Nazaré com o Senhor Lourenço de Sousa Fernandes, Lázaro Amorim Fernandes, além de tecer redes e construir currais de pesca, também se dedica à construção de casas. E, nas horas vagas, compõe músicas em ritmos como Xote, Retumbão, e Carimbó. Lázaro começou a sua relação com a música aos 14 anos de idade, mas foi descoberto aos 48 anos de idade, tendo, de seguida, atuado com o grupo   “M...

Michel Nóbrega, uma nova liderança desponta em Bragança do Pará

Eleito Conselheiro Tutelar Municipal pela segunda vez, o gestor ambiental Michel Nóbrega (27) iniciou seus estudos na comunidade rural de Montenegro, Bragança do Pará. Ao sentir na própria carne as dificuldades provocadas pela ausência de políticas públicas, motivou-se desde cedo a lutar pela garantia de direitos sociais. Quando tinha dez anos de idade, acordava todos os dias pelas cinco da manhã, para pegar o ônibus escolar (que muitas das vezes não passava), e se deslocar até a área urbana de Bragança, onde ficava a sua escola, portanto, bem distante de casa. Mas, se os problemas relativos ao transporte escolar na Região eram mais frequentes naquele período, nos dias de hoje, entretanto, o Conselho não tem recebido denúncias quanto a este tema. De acordo com o Michel Nóbrega, audiências públicas e reuniões com o Ministério Público, e secretarias de educação, Estadual e Municipal, possibilitaram avanços neste ponto. Os novos desafios do Conselheiro Michel Nóbrega, portanto, fazem...

#REDE “Bragantinas fazem Roda de Conversa para criar rede de solidariedade entre mulheres”

Muitas mulheres precisam de um espaço para falar e ser ouvida, dividir o que sente, a sua dor, o seu momento, encontrar o seu lugar de fala diante do sufocamento da sociedade machista que a oprime. A opinião é da Bacharel em Direito, fotografa e produtora de arte, Dri Trindade, que mobilizou a primeira reunião de um movimento que pretende criar uma rede solidária entre mulheres. A Roda de Conversa aconteceu na noite desta quarta-feira, 10 de abril, no Museu da Marujada, em Bragança do Pará, onde a mulheres dividiram seus sentimentos e sua dor. Foi um momento bastante gratificante, e que fortaleceu a luta feminina, segunda a opinião de muitas participantes do encontro, que se manifestaram em suas redes sociais. De acordo com estes depoimentos, as mulheres perceberam unir forças, criar esta rede de apoio, para construir este momento de fala,   feminina, para acolher e fortalecer a autoestima das mulheres bragantinas. De acordo com Dri Trindade, foi o momento onde cada mul...

#OMISSÃO "Bragança do Pará se cala diante de descaso com Patrimônio Histórico"

Já se passaram oito meses da demolição do prédio onde funcionava o antigo Vice-Consulado Português de Bragança do Pará e até a presente data a sociedade não sabe quais foram as providências tomadas pelos empresários João Augusto Santa Brígida Soares, e Augusto José Santa Brígida Soares, com relação ao imóvel pelo qual são proprietários. Desde 2012 que eles são chamados à responsabilidade pelo Ministério Público, com o prédio demolido na manhã de 26 de maio de 2018, com base em laudo do Corpo de Bombeiros, e sem nenhuma nota técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que praticamente se omitiu ou sequer foi consultado. Mesmo protegido por tombamento municipal pelo decreto nº288/2006, o imóvel, que se localizava no centro de Bragança, diante da estação cultural Armando Bordalo, onde são realizados eventos públicos municipais, estava em péssimo estado de conservação, razão pela qual um “novo” Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi emitido pelo MP,...

#CAETÉ “Conheça o Rio em cujas águas nasceu o FICCA”

Ka'aeté é uma palavra de origem Tupy que significa mata virgem, densa: “ka'a”, mata; “eté”, verdadeira (NAVARRO, 2013, 550). No Século Sec. XVI, os índios Caetés habitavam parte do Nordeste do Brasil, desde a ilha de Itamaracá, até as margens do rio São Francisco, área limitada pelos potiguaras, ao norte; e, ao sul, pelos tupinambás. Mas, os índios foram considerados “inimigos da civilização” pela Inquisição, por, supostamente, praticarem um ritual antropofágico com o corpo de Dom Pero Fernandes Sardinha, primeiro Bispo do Brasil (BUENO, 2003, 18,19). O Caeté é o rio que banha a minha aldeia. (FRANCISCO WEYL). Junto com o nascer da Lua, por detrás das matas do Camutá, seu espelho revela um espetáculo mágico aos moradores e visitantes da cidade de Bragança do Pará. Da orla desta cidade, partem e chegam diariamente dezenas de embarcações com peixe, produto que alimenta grande parte da economia. Com 115 quilômetros de extensão, antes de desaguar no Atlântico, o rio atravessa e inf...

#HISTÓRIA “Festival reúne três países e diversas culturas”

A partir da troca de olhares, experiências, e perspectivas, o FICCA reúne criadores de diversas linguagens, poesia, música, cinema, e circula entre centro e periferia, escolas, comunidades quilombolas, espaços culturais,  religiosos, e acadêmicos. Em três anos de atividades (2014/2015/2016), o FICCA ajudou a consolidar a cultura cineclubista e cinematográfica, a partir de uma perspectiva democrática, e de um olhar crítico sobre o cinema. Com oficinas, conferências, rodas de conversas, e sessões cinematográficas, nas escolas públicas, comunidades quilombolas, praias, e praças, o FICCA se constituiu numa práxis de resistência cultural, independente, nas áreas urbana e rural, do Município de Bragança, Pará, Amazônia, Brasil. Com a mudança de seu criador e organizador de Bragança do Pará para Portugal, e com a parceria da Escola Superior Artística do Porto, o FICCA renova as esperanças de dezenas de realizadores que criam sua arte nas zonas de fronteiras. E que muitas vezes não tem esp...

#CRÍTICA "Eu amo Bragança, mas tirem-me a elite de lá"

Uma das coisas que mais me chamaram a atenção no Município de Bragança do Pará durante os cinco anos que eu lá habitei é a pobreza. Uma contradição ver a beleza histórica se deteriorando por causa de uma elite que se sente confortável com o estado de coisas. Esta elite é responsável pelo fato de Bragança ser o Município mais pobre entre aqueles que possuem 100 mil habitantes, o famoso G100. Consequência desta pobreza é que a economia é movida pelo Poder Público e seus serviços, logo, o emprego e a renda são agregados as estruturas de poder institucional. Considerando o compadrio, podemos justificar porque não existem vozes críticas no Município. As que existem são logo caladas, seja porque são abafadas, ou mesmo, compradas. Ou seja, a crítica tem financiamento, o que corrobora para que as opiniões sejam desqualificadas porque os poucos que as emitem têm rabo preso com grupos políticos, empresariais, ou institucionais. Ou com estes três seguimentos, em simultâneo, pois que estes ...

#PROJETO “Sociedade quer saber como será o novo prédio onde funcionava o Consulado Português em Bragança do Pará”

Graças a omissão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) que se retarda em tomar providências, e em consequência do descaso de setores públicos e privados, e da omissão dos gestores e dos representantes parlamentares que sempre utilizam o discurso da defesa do patrimônio em suas plataformas, um a um, vão desaparecendo os prédios históricos do Município de Bragança do Pará. Com suas estruturas condenadas por Laudo Técnico do Corpo de Bombeiros, o Palacete Augusto Correa foi interditado em 1979, mas, apesar dos riscos, o histórico prédio sobreviveu por cerca de 30 anos, com anúncios de projetos de recuperação que jamais saíram do papel, ou seja, o prédio não resistiu ao tempo e caiu, deixando soterrada parte da História do Município de Bragança. No caso do antigo prédio do Consulado Porrtuguês, desde 2012, que o Ministério Público recomendara aos empresários, João Augusto Santa Brígida Soares, e Augusto José Santa Brígida Soares, que tomasse providências...

#EDUCAÇÃO “Uma gestão de escândalos, crises, e desabamentos, marcou a Educação em Bragança do Pará”

O professor Luís Augusto Santa Brígida Soares tinha tudo para fazer uma boa gestão na área da Educação, em Bragança do Pará, mas desperdiçou esta chance. Um escândalo de grandes proporções na sua gestão foram os áudios divulgados em redes sociais, atribuídos ao secretário executivo de gabinete do prefeito Raimundo Oliveira, Tiago Santos Costa. Nos áudios, Tiago solicitava aos vereadores urgência na indicação de nomes que seriam   encaminhados ao Programa “Mais Educação”, do Governo Federal. Sua gestão também esvaziou as “Salas de Leituras” e as “Salas Multifuncionais”, que eram programas nacionais do Ministério da Educação desenvolvidos no Município. E remanejou os professores lotados nas salas de leitura, na disciplina informática educativa, e nas salas de recursos multifuncionais, que, aliás, perderam cerca de 25% do salário. Dezenas de denúncias relacionadas ao transporte escolar dos estudantes bragantinos foram feitas pelo Conselheiro Tutelar Michel Nóbrega. E, ...

#CICLO “Viúva Negra Bar fecha portas no dia do aniversário de Bragança do Pará”

Três anos após a sua fundação, o Viúva Negra Bar encerra suas atividades na noite deste domingo, 8 de Julho de 2018, exatamente na data do aniversário de Bragança do Pará, 405 Anos. O espaço foi refúgio de muitas comunidades abertas, principalmente LGBTs. E abrigou dezenas de shows e festas, alternativos, do rock ao carimbo, do funk ao carnaval. O bar funcionou em dois locais, no bairro da Aldeia, próximo a UFPa, durante cerca de um ano, mudando-se depois para a Orla, onde funcionou até a data de hoje, 8 de julho de 2018. A mudança tornou-se necessária por causa do crescimento do movimento gerado pelo bar que não se limitou a vender cervejas e fazer festas. Além do entretenimento, a questão política também caracterizou o “Viúva Negra”, que pautou diversos debates e recebeu muitas ações culturais. O próprio Festival Internacional de Cinema do Caeté – FICCA desenvolveu ações no bar. Além do FICCA, diversos professores e criadores culturais promoveram cenas no Viúva, entre...

#DESCASO “Desaba parte da História de Bragança do Pará”

Com suas estruturas condenadas por laudo técnico do Corpo de Bombeiros, o Palacete Augusto Correa foi interditado em 1979, mas, apesar dos riscos, o prédio histórico sobreviveu por cerca de 30 anos, com anúncios de projetos de recuperação que jamais saíram do papel, durante as gestões de Edson Oliveira e Nelson Magalhães. Entre 2016 e 2017, a “restauração” do espaço recebeu duas emendas parlamentares ao Orçamento da União, de autoria do Senador Jader Barbalho e da deputada Simone Morgado. Com a contrapartida da Prefeitura, este valor  totalizava R$ 2.242, 52 – destinados á restauração e compra de equipamentos. Mas, entre a assinatura do convênio, o empenho, e o repasse de recursos oriundos do Mistério da Cultura, via Caixa Econômica, eram necessários diversos trâmites burocráticos, até que o projeto elaborado pela empresa Escala3 Arquitetos Associados viesse a ser executado, sob a coordenação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico nacional – IPHAN, que havia orçado a ob...

#IMORTAL "Nova gestão consolida Academia de Letras em Bragança do Pará"

Professora Lena Cláudia Amorim assume a presidência da Academia de Letras do Brasil - Seccional Bragança - ALB-BRAGA.  A gestão terá duração de dois anos, em substituição ao professor Roberto Amorim, primeiro presidente da entidade, que completa cinco anos em 2018. Sediada no centro de Bragança, a ALB tem como principal projeto a Escola de Poetas, experiência de formação inédita no Brasil, mas que no momento está em fase de ajustes, após a realização do seu primeiro módulo. Com núcleos e secções implantados dentro e fora do país, a ALB foi criada pelo pesquisador e folclorista, professor Ribamar Oliveira, e tem como presidente nacional, o professor Mário Carabajal, e, como presidente-executivo regional (licenciado), Francisco Weyl. TEXTO  © Francisco Weyl (Acadêmico, ALB-BRAGA - Cadeira 35 -Patrono RAYMUYNDO ULISSES DE ALBUQUERQUE PENNAFORT)