(Reflexão sobre arte, intervenção e resistência urbana e periférica em Belém do Pará) Uma ou umas determinadas ou indeterminadas falas das periferias, no plural, embora seja o espaço aqui dialogado, singular, vai circular no centro das ações culturais da Cidade, velha pela sua própria natureza, bairro que sendo central, é também periférico, mas onde convivem, entretanto, muito bem distribuídos, na sua geopolítica, casebres de drogados e mansões de classe media, no ir e vir congestionado de uma periferia que corre e socorre mas sufoco o centro porque irradia uma tradição nômade, de carnavais e de resistência, desde os tempos tupinambás, apesar de que agora soterrados por uma politica neoclássica que viabiliza a pedagogia clerical em detrimento de uma participação social, que se limita ao acesso ao rio, traduzido em passeio turístico e festivo sem vinculo com a realidade, muito além de periférica, violenta, da qual muito se fala, e a qual muito se teme ,no que se iguala a Marambal...