Na mensagem que enviou à Assembleia Legislativa do Estado do Pará, em Janeiro de 2019, o governador Helder Barbalho não gastou sequer meia página para tratar da Cultura. O laconismo não traduz nenhum poder de síntese, ao contrário, revela a escassez de propostas. Ou seja, o governador reproduz o que as classes dominantes pensam e agem com relação a Cultura quando estão no Poder. E por isso mesmo, o governador escolheu uma gestora que tem apoio dos históricos segmentos culturais de Belém, e que de certa forma são incluídos nos projetos “desenvolvidos” pelas gestões culturais que se alternaram no Poder, desde Jatene, Ana Júlia, e Helder. A gestora tem apoio mediático porque vem do jornalismo e se apresentou como o “novo” na política, tendo concorrido, a prefeitura e ao senado, por partidos diferentes, alcançando expressivas votações, cuja densidade lhe permitiu este acordo que lhe assegurou a pasta da Cultura. Sua entrada em cena causou frisson, com polêmicas e controversa...
Arte e Cultura na Amazônia