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Mostrando postagens com o rótulo Política

A entrevista do Lula, a foto da Regina Duarte, e a dicotomia que atrasa o pensamento político brasileiro

Não ser de direita não quer dizer que se seja de esquerda. Ou de centro. Mas o fato é que as dicotomias acompanham o ser humano ao longo da História, e algumas se tornaram capitais para as artes, às ciências e às religiões, com base no conceito lógico segundo o qual ela é uma classificação dividida em duas partes, e que a repartição de um elemento em duas partes remete para a unicidade que as originou, entretanto, há raciocínios desfocados do real que simplificam complexidades e distorcem princípios dialéticos da existência do Ser social, limitando-o a ideias de que uma coisa é  simplesmente uma coisa e/ou que outra coisa nada é além de outra coisa, quando ambas também podem ser uma coisa só, ainda que se apresentem de formas e modalidades diferentes, como é o caso da política na versão partidária brasileira, cujas experiências de governos revelaram o quão similares foram os gestores em corrupção, embora quase opostos na concepção do Estado, se mais aberto ou mais fechado, mas s...

Não fui enterrar meu camarada, justo ele, que vivia a desenterrar os mortos (Por Carpinteiro de Poesia)

Sempre lhe disse que sua sina era retirar do fundo o que fora soterrado, para que os antepassados, enfim, sejam sacralizados. Meu camarada tinha orgulho de seus pais, da luta que eles travaram, e em cujas trincheiras, nasceu, e foi ele criado. Meu camarada foi torturado ainda no útero da Mãe, e ouso dizer que passou a vida tentando superar esta agressão não apenas contra os corpos, seu e de sua mãe, mas contra a sua própria alma. Ele sabia como ninguém fazer poesias com versos longos que mais pareciam narrativas épicas dos grandes guerreiros. Ele foi um grande combatente, desses que sabe fazer o bom combate, bate, apanha, cai, levanta, sorri, segue em frente, aqui e ali, recolhendo e refazendo o que se dispersara pelo caminho. Sua militância social era antes de tudo humana na dimensão que esta palavra nos lança, no exagero desta própria humanidade, nos seus próprios erros, nas suas próprias crenças, nas suas próprias formas de intensidades para as coisas ás quais se lançava...

#LUTO "Este talvez seja o texto mais difícil de minha vida" (Por Carpinteiro de Poesia)

Paulo César de Lima Fonteles Filho, ou Paulo Fonteles, o Paulinho, nunca deixou de ser menino. Era um ser humano de bom coração, solidário, guerreiro, combativo, altaneiro, poeta. E tinha sempre um sorriso estampado no rosto, mesmo quando estava sério. Sabe quando você tem um amigo ao qual você sente a força de chama-lo de companheiro? Mas não me recordo quando nos conhecemos, tempos fazem, ele visitava minha casa, e eu a dele. Andamos juntos, dormimos juntos, bebemos juntos, amamos juntos, combatemos juntos, lemos poemas juntos, fizemos poesias um para o outro. Ele me chamava de Zenito, nome de meu pai. Era sim, um amor sincero e lindo, platônico, espirituoso, desses quer transcendem a própria materialidade e se alojam num lugar tão sagrado que necessitamos percorrer uma longa estrada para encontrar, por entre amanheceres e mistérios. Porque a vida, apesar de infinita, não cabe num abrir e fechar de olhos, pelo que temos que ficar acordados sem perder os nossos sonhos...