Apenas as ações apaixonadas prevalecem no Coletivo. O Coletivo não é um partido, não tem generais, e nem soldados. O Coletivo não é uma família moral que se deva proteger de forma institucional. O Coletivo pode se auto-destruir mas não pode perseguir os seus indivíduos, aqui entendidos como todos aqueles que fazem parte do Coletivo, porque é para estes indivíduos que o Coletivo existe. O Coletivo é formado de indivíduos, logo, o Coletivo tem carne e sangue. O Coletivo é formado de indivíduos cujo individualismo é colocado ao serviço do Coletivo, mas o Coletivo não é democrático nem justo. Todos são responsáveis pelas suas ações, as quais devem ser realizadas, se desejadas. Ele é a medida certa de uma luta pelo Poder. No interior do Coletivo, as forças visceralmente catastróficas devem ser assumidas, logo, o Coletivo não é falso consigo próprio. Estas forças catastróficas são o limite do Coletivo, que tanto pode se auto-destruir quanto surgir a qualquer momento e...
Arte e Cultura na Amazônia