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#IMORTAL "Bragança perde mais um acadêmico"

Foto #DRITRINDADE A Academia de Letras e Artes de Bragança - ALAB ganhou mais um imortal, o professor e historiador José Leôncio Ferreira de Siqueira (aqui ao lado da poeta imortal acadêmica Cirene Guedes). Sobre a morte de Leôncio, a outra academia existente no Município, ALB - Academia deLetras do Brasil - Seccional Bragança, divulgou Nota de Pesar, em que reconhece a contribuição do historiador José Leôncio para os estudos da historiografia bragantina. Aqui da Tribuna do Salgado, enviamos nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos de Leôncio, cuja produção continua sendo um legado à memória e à história de Bragança e do Nordeste Paraense. Que Deus conforte a sua alma. Francisco Weyl Diretor - Executivo da #TS Diretor - Executivo Regional ALB

#POEMA "Pequenas coisas" (Carpinteiro de Poesia Francisco Weyl)

Há (pequenas) coisas que eu realizo e outras que eu desejo realizar. Essas coisas, juntas, são (pequenas) coisas. São (pequenas) coisas que eu escolho, (pequenas) coisas pelas quais eu sou o escolhido. Eu e essas (pequenas) coisas, realizado(a)s e desejado(a)s, somamo-nos à complexidade de outras (pequenas) coisas, à nossa revelia. Estas (pequenas) coisas, realizadas e desejadas, pertencem-me, pertencendo também ao universo. São (pequenas) coisas de infinita grandeza, universais, em convulsões nas (pequenas) coisas que eu realizo e desejo. Essas (pequenas) coisas, somadas ao meu desconhecimento e à minha ignorância, gritam, grunhem, falam, e, finalmente, calam. No silêncio, na paz das (pequenas) coisas, silenciosas, no mistério das (pequenas) coisas, interiores, na sacralidade da natureza, oculta-se o ser que eu sou. Este ser, estando oculto, não se consegue esconder. Desvelo-se-me, no que eu sou, em e...

#CINECLUBE “Se você acredita que o tema vale a pena, contribua, com a sua palavra, e a sua ação”

Espécie de road movie na Trans-Amazônica, na década de 1970, o filme é uma aventura reveladora do fazer cinematográfico, no estilo uma ideia na cabeça e uma câmera na mão, e, ao mesmo tempo, uma entrega à realidade, dinâmica, que se abre aos corajosos fazedores de documentários na Região. Censurado pela ditadura, IRACEMA estreou em 1975, mas, continua atual, para reflexões estéticas, e políticas, numa Amazônia cada vez mais saqueada, sem que seu povo seja solenemente respeitado, como tem de ser, se este povo souber lhe dar a si próprio o valor histórico que tem. E é esta a razão de ser deste debate cineclubista que estamos a propor na noite da próxima segunda-feira, 4 de setembro de 2017, um debate sobre o território em que habitamos, amamos, criamos nossos filhos, trabalhamos, e nos divertimos, um debate sobre esta riqueza da Amazônia, e a distribuição equilibrada de seus recursos. Se você acredita que o tema vale a pena, contribua, com a sua palavra e a sua ação.  Fr...

#CARPINTARIA “Se eu não escrevesse poesia, ela me descreveria” (Francisco Weyl)

Se eu fosse dizer de mim, eu me mentiria e me projetaria nalguma coisa que eu de fato não sou Mas se eu fugir de mim, eu me encontro já aqui a minha frente, porque dentro já estava E se eu me proteger de mim, eu me ataco se eu quiser me autoflagelar, eu faço sexo Quando quero beber, é porque não tenho sede E se como, não estou com fome, entretanto, não tenho gula Posso servir, mas para me agradar e impor, apenas por amor Se eu te amar, um dia, pode ter certeza que isso faz parte do meu jeito de odiar E se algum ódio sair de dentro de minha alma é porque ele não me pertencia, então o vomitei Não me isento de minhas palavras mas as acuso pelo que não sou De minha palavras, tão verdadeiras eu quero distancia, porque elas mentem E de todas as minhas mentiras, as mais sinceras, foram aquelas que eu de fato menti E as minhas verdades eram apenas brincadeiras, mas eu as levo a sério E não consigo levar nada adiante porque isso não depende de mim O ...

#CARPINTARIA “O Cinema e a antropologia dos i-marginários amazônidas” (Por Francisco Weyl)

Porque, um texto, é como a ponta de um iceberg, a maior parte do gelo fica dentro da gente, essas viagens, conhecer estes lugares, vivenciar, ainda que muito rapidamente, estas realidades, e pessoas, tudo isso nos toca imensamente, nesse momento, se eu pudesse dizer que o eu sinto, mas que mesmo sem conseguir eu insisto em (d)escrever, sinto-me como uma bomba de sentimentos múltiplos, a explodir, em estado de criação, entre o animal, e o cosmológico, jamais humano... “Sob as distâncias amazônidas” (Para Tião Viana, João Alberto Capeberibe e José Varela) Muitas pessoas até percorreriam tranquilamente as cidades de Rio Branco e Epitaciolância (Acre), Santarém (Suruacá), Altamira, Rondon do Pará, Abel Figueiredo, Marabá, Ilha das Cinzas – em Gurupá (Pará), Macapá (Amapá), e Anori (Amazonas), entretanto, muito poucos atravessariam diversos municípios amazônidas, com o objetivo de produzir/ realizar um documentário, revezando-se nos papéis de motorista, assistente de...