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#SOMBRAS "A crônica poética do realizador Sérgio Santeiro"

Por que o relator no supremo não tira os processos das patas do cara?
Os bandidos cassaram 54 milhões de votos brasileiros em 16 e agora um só só um quer cassar os milhões de próximos votos em 18 vai poder?
Não sei de onde vieram tantos sabichões e chonas a proclamar o pior
Não acredito que se imaginam a salvo do mal que dedicam ao país
Brasil país otário aqui se joga menino na cadeia por uma guimba enquanto lá enriquece-se com o comércio legal da coisa
Por que existem paraísos fiscais no estrangeiro para abrigar o roubo de nosso dinheiro?
Não sincronize
A droga do tráfico muita vez embalada em sangue é mais cara e pior que a liberada
Reclamar de eleição para a constituinte e aqui 400 pilantras a meter sucessivos golpes
Sou terrivelmente encafifado
Deixam dopar todo mundo com a farmacêutica imperialista e nos querem privar da nossa velha e boa conha
O pior da burguesia é que ela é burra: burraguesia
Os entesourados aprisionados em si mesmos
A questã não é o quorum é o quid
A constituinte lá e a prostituinte aqui
O procurador ameaça e não denuncia?
Prevarica?
Tá esperando o quê?
Eleger uma constituinte é o que o mundo inteiro devia fazer
Melhor que eleger um congresso é corrompê-lo?
Ele já teve milhões e milhões de votos e êsse carinha quantos teve?
Eleger uma constituinte é melhor que prostituir a vigente
Não sei por que o frenesí legislativo do executivo
Executivo não faz lei executa
Supremo ó Supremo tu num vai disarmá o metralha?
A sanha do progresso
O pêso do progresso
A burrice do progresso
Intervém Supremo
Eu posto
Tu postas
Ele posta
Nós postamos
Vós postais
Eles postam
Em 18 o país renasce
Plantas não fazem barulho
Legaliza que acaba o crime
Legaliza que aumenta o Pib
A defesa do ilegitimo aplica-se a todos os eventos judiciais desde a 470


Texto © Sérgio Santeiro
(Realizador, documentarista, cuta-metragista, poeta, professor, presidente de honra da Comissão de Júris Oficial do FICCA - Festival Internacional de Cinema do Caeté)


                      Sérgio Santeiro na Vila que Era, Bragança do Pará, 2015 - Foto © DRI TRINDADE

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