Pular para o conteúdo principal

Postagens

#OMISSÃO "Bragança do Pará se cala diante de descaso com Patrimônio Histórico"

Já se passaram oito meses da demolição do prédio onde funcionava o antigo Vice-Consulado Português de Bragança do Pará e até a presente data a sociedade não sabe quais foram as providências tomadas pelos empresários João Augusto Santa Brígida Soares, e Augusto José Santa Brígida Soares, com relação ao imóvel pelo qual são proprietários. Desde 2012 que eles são chamados à responsabilidade pelo Ministério Público, com o prédio demolido na manhã de 26 de maio de 2018, com base em laudo do Corpo de Bombeiros, e sem nenhuma nota técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que praticamente se omitiu ou sequer foi consultado. Mesmo protegido por tombamento municipal pelo decreto nº288/2006, o imóvel, que se localizava no centro de Bragança, diante da estação cultural Armando Bordalo, onde são realizados eventos públicos municipais, estava em péssimo estado de conservação, razão pela qual um “novo” Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi emitido pelo MP,...

#ADEUS “Morre no Rio de Janeiro o jornalista e produtor cultural José Carlos Gondim"

Acreano de Tarauacá, José Carlos Gondim  não tinha religião e nem partido, mas seu coração batia do lado esquerdo do peito. Era o tipo de pessoa carismática, que ajudava a todos os amigos que encontrava no caminhava, sempre com um sorriso no rosto. Andou no Colégio Estadual Paes de Carvalho (turma de 1957), licenciou-se em Letras – Português/Frances ( Santo Antônio de Pádua), e em Jornalismo, pela - Universidade Federal Fluminense – UFF (2014). Atuou na Revista Cadernos do Terceiro Mundo, no Rio de Janeiro, na década de 1980, e passou longos anos como coordenador de produção, na TV Cultura do Pará, a partir da década de 1990. Jornalista aposentado, continuou trabalhando como free-lancer,  produzindo na área de comunicação social (jornalismo, vídeo, cinema, tv). Nasceu à 28 de outubro de 1942, e faleceu nesta sexta-feira, 17 de janeiro de 2019, deixando consternados uma legião de pessoas com as quais conviveu. Sou testemunho da sua bondade e generosidade, tendo sido por e...

#OPINIÃO "Estatuto Editorial da Tribuna do Salgado"

TRIBUNA DO SALGADO não pertence a nenhum grupo político ou empresarial, mas tem suas convicções políticas e ideológicas, com um jornalismo de qualidade, ético, crítico, e plural, interessado nos cotidianos das comunidades, nas quais habitam pessoas simples, gentes do povo. TRIBUNA DO SALGADO defende o estado de direito, os direitos humanos, a democracia, a liberdade de pensamento, e de expressão, a paz, o diálogo, a tolerância, e o inalienável direito do cidadão de informar e de ser informado, independentemente dos poderes econômicos, políticos e ideológicos. TRIBUNA DO SALGADO colabora com o desenvolvimento da economia, da comunicação social, e da cultura, e contribui com o debate de forma autônoma, no combate a todas as formas de opressão, entre estas, o fascismo, o racismo, a homofobia, a intolerância religiosa, preconceitos e violências contra mulheres, e comunidades tradicionais, quilombolas, e indígenas. TRIBUNA DO SALGADO não se interessa e não interfere na privacidade, na vida ...

#EDITORIAL Mais fortes são os poderes do povo!

Pela primeira vez na História do desde a proclamação da República do Brasil, que nenhum cidadão nascido no Norte e no Nordeste é convidado para compor o alto escalão do governo. Demonstração inequívoca de retaliação e descompromisso com estas duas regiões que geram energia e trabalho para a Nação, mas que votaram contra o candidato eleito presidente do Brasil. É também a primeira vez que um cidadão colombiano naturalizado brasileiro assumirá o comando da Educação como se o país não tivesse quadros para assumir tal responsabilidade. O presidente eleito - que sempre diz mas desdiz o que diz pelo que parece mesmo não ter palavra - disse que reduziria os ministérios para 15 mas 22 ministros já foram anunciados. Desses, 8 nasceram no Sul, tal qual o vice-presidente. 11 nasceram no Sudeste. 2 nasceram no Centro-Oeste. E há mais militares no governo do que durante o período ditatorial. Os gastos com a transição são escondidos da Nação e 9 futuros ministros ...

#GUERRILHA "FICCA afirma resistência do cinema social"

Vozes que ninguém ouve, pessoas que ninguém olha, lugares que ninguém vai. São estes cenários, ambientes, e personagens que se tornam protagonistas do FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO CAETÉ – FICCA. Apesar de invisibilizados pela dinâmica do capitalismo, são revelados pelas cinematografias que compõem o festival. O FICCA abre janelas para as realidades de comunidades periféricas, quilombolas, indígenas. E também para o debate sobre direitos humanos, questões étnicas, de gênero, e religiosas. Em três dias, o IV FICCA projetou 21 filmes (foram 60 inscritos), realizou 4 MasterClasses artísticas, e cinco sessões internacionais. O festival encerra na tarde desta quarta (12/12), com transmissão em directo para redes sociais. © FICCA

#CAETÉ “Conheça o Rio em cujas águas nasceu o FICCA”

Ka'aeté é uma palavra de origem Tupy que significa mata virgem, densa: “ka'a”, mata; “eté”, verdadeira (NAVARRO, 2013, 550). No Século Sec. XVI, os índios Caetés habitavam parte do Nordeste do Brasil, desde a ilha de Itamaracá, até as margens do rio São Francisco, área limitada pelos potiguaras, ao norte; e, ao sul, pelos tupinambás. Mas, os índios foram considerados “inimigos da civilização” pela Inquisição, por, supostamente, praticarem um ritual antropofágico com o corpo de Dom Pero Fernandes Sardinha, primeiro Bispo do Brasil (BUENO, 2003, 18,19). O Caeté é o rio que banha a minha aldeia. (FRANCISCO WEYL). Junto com o nascer da Lua, por detrás das matas do Camutá, seu espelho revela um espetáculo mágico aos moradores e visitantes da cidade de Bragança do Pará. Da orla desta cidade, partem e chegam diariamente dezenas de embarcações com peixe, produto que alimenta grande parte da economia. Com 115 quilômetros de extensão, antes de desaguar no Atlântico, o rio atravessa e inf...

#HISTÓRIA “Festival reúne três países e diversas culturas”

A partir da troca de olhares, experiências, e perspectivas, o FICCA reúne criadores de diversas linguagens, poesia, música, cinema, e circula entre centro e periferia, escolas, comunidades quilombolas, espaços culturais,  religiosos, e acadêmicos. Em três anos de atividades (2014/2015/2016), o FICCA ajudou a consolidar a cultura cineclubista e cinematográfica, a partir de uma perspectiva democrática, e de um olhar crítico sobre o cinema. Com oficinas, conferências, rodas de conversas, e sessões cinematográficas, nas escolas públicas, comunidades quilombolas, praias, e praças, o FICCA se constituiu numa práxis de resistência cultural, independente, nas áreas urbana e rural, do Município de Bragança, Pará, Amazônia, Brasil. Com a mudança de seu criador e organizador de Bragança do Pará para Portugal, e com a parceria da Escola Superior Artística do Porto, o FICCA renova as esperanças de dezenas de realizadores que criam sua arte nas zonas de fronteiras. E que muitas vezes não tem esp...