Pular para o conteúdo principal

#SEM-FRONTEIRAS "Cinema regional fortalecido pelo FICCA em Bragança"



O FICCA - Festival Internacional de Cinema do Caeté, apresenta ao público em geral os indicadores de suas ações nos seus três anos de atividade.
O Festival é uma realização do Jornal TRIBUNA DO SALGADO, em parceria com a Academia de Letras do Brasil - Seccional Bragança, e Programa “Tô na Rede” (Fundação educadora de Comunicação – Bragança Pará).
Nos seus primeiros dois anos, teve apoio precioso da UFPa - Universidade Federal do Pará – Campus Bragança.
E hoje conta com o apoio do Instituto Federal de Educação do Pará - IFPa.
E também com a #REDE de hotéis municipais (Aruans/Solar do Caeté/Alternativo/Palace/Pousada de Ajuruteua).
Em três anos de atividade, o festival ajuda a consolidar a cultura cineclubista e cinematográfica, a partir de uma perspectiva democrática, e de um olhar crítico sobre o cinema (notadamente o brasileiro – amazônida - paraense).
Com oficinas, conferências, rodas de conversas, e sessões cinematográficas, nas escolas públicas, comunidades quilombolas, praias, e praças, o FICCA se constitui numa práxis de resistência cultural, independente, nas áreas urbana e rural, do Município de Bragança,
O FICCA, acima de tudo, cumpre com o seu papel, qual seja o de valorizar o cinema nacional e fortalecer a cinematografia que se faz na Região, particularmente aquela produzida no Pará.



Nos seus três anos, o FICCA recebeu inscrição de 142 filmes, divididos pelos anos de sua realização.
Assim, em 2014, foram 36 filmes inscritos, 5 dos quais estrangeiros e 31 nacionais, sendo 21 de origem amazônica (13, de autores paraenses).
Em 2015, 52 obras foram inscritas.
Destas, 8 obras estrangeiras, e 42 nacionais, das quais, 10 realizadas por paraenses.
Já em 2016, foram 54 inscrições, 5 estrangeiras 48 nacionais, 7 paraenses.
Entre os países que mais enviam obras ao festival, destaca-se Portugal, com 11 obras, divididas pelos anos de realização do evento, ou seja: 4, em 2014; 5, em 2015; e 2 em 2016.
Cabo Verde também se destaca, com o envio de 5 filmes, sendo 2 em 2015, e 3, em 2016.
Os estados de São Paulo (27), Rio de Janeiro (17), Rio Grande do Sul (9), Goiás (5), e Rio Grande do Norte (7), Bahia e Minas Gerais (3, cada), são os que mais se destacam entre aqueles que mais enviaram filmes ao festival.
Com 30 filmes enviados, o Estado do Pará está na frente da Região como aquele que mais marca presença no FICCA.
Esta empreitada, portanto, já é uma marca no calendário cultural de Bragança e a afirmação histórica da força incondicional de todos que fazem o FICCA ser o que ele é.

Francisco Weyl
Criador/Diretor do FICCA
Festival Internacional de Cinema do Caeté


2014
Filmes Estrangeiros
PORTUGAL (4); FRANÇA (1)
Filmes Nacionais
RJ (03); SE, CE, RS, MA, DF, PB, PR (1)
Filmes Regionais
PA (13); RO (4); AP (2); AM (2)

2015
Filmes Internacionais
PORTUGAL (5); CABO VERDE (2); EUA (1)
Filmes nacionais
RJ (12); SP (9); RN (6); GO (5); RS (3); BA (2); MA; PE; PE; ES; PI; CE (1)
Filmes Regionais
PA (10)

2016
Filmes Internacionais
CABO VERDE (3); PORTUGAL (2)
Filmes nacionais
SP (18); RS (5); GO (4); MG (3); RJ (2); PB; MT. RN; PR; CE; PE; BA (1)
Filmes Regionais
PA (6)

VENCEDORES 2014
Melhor DOCUMENTÁRIO: feli(Z)cidade, de Clementino Júnior (RJ)
Melhor LONGA-METRAGEM: Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas (SP)
Melhor MÉDIA-METRAGEM: O Time da Croa, de Jorane Castro (PA)
Melhor CURTA-METRAGEM: João Heleno dos Brito, de Neco Tabosa (PE)
Prêmio IMAGEM-TEMPO: Memórias do Cine Argus, de Edivaldo Moura (PA)
Prêmio IMAGEM-MOVIMENTO: Janaína Colorida Feito o Céu, de Babi Baracho (RN)
Prêmio do JURI POPULAR: Sêo Inácio - ou O cinema do imaginário, de
Helio Ronyvon (RN)

VENCEDORES 2015
Melhor LONGA-METRAGEM: Prólogo, de Gabriel Marinho (DF)
Melhor MÉDIA-METRAGEM: Gotas de Fumaça, de Ane Siderman (RS)
Melhor CURTA-METRAGEM: Conflitos e Abismos, de Everlane Morais (SE)
Melhor DOCUMENTÁRIO: Dias de Mangal, de Evandro Medeiros (PA)
Melhor DIREÇÃO: Juliette Yu-Ming (Filme: Rito de Passagem – RJ)
Melhor ROTEIRO: Bobô,  Longa de Inês Oliveira (Portugal, Guiné, Brasil)
Melhor MONTAGEM: Marcley de Aquino (Filme: Desencontro Marcado,  de Alice Bessa, Duarte Dias e Marcley de Aquino – CE)
Melhor FOTOGRAFIA: Lucian Rosa, Bem Hur Real, Kenny Mendes, Nadia Biondo (Filme: Louises - Solrealismo Maranhense, de Keyciane de Sousa Martins – MA)
Melhor TRILHA SONORA: Cláudio Lavôr (Filme: Filhos da Hutukara, de Ana Lúcia Mendina – RR)
Melhor FILME JURI POPULAR: Sophia, de Kennel Rógis (PB)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A última postagem da Tribuna do Salgado

Independente, combativa, crítica, sem rabo preso, sem financiamentos de partidos e de grupos políticos e empresariais, TRIBUNA DO SALGADO fez um bom combate, mas já cumpriu o seu papel, razão pela qual informo que este projeto editorial deixará de existir, objetivamente, no dia 31 de Março de 2020. O lançamento oficial da primeira edição (impressa) do Jornal TRIBUNA DO SALGADO aconteceu numa sexta-feira, dia 25 de abril (2014), no espaço Adega do Rei, em Bragança do Pará, tendo o projeto funcionado com reduzida estrutura desde a fundação, com algumas preciosas colaborações,   de abnegados amigos e parceiros. De equipe reduzida, sempre foi um David contra os Golias da opressão. Privilegiamos temas como cultura, cidade e comunidade, sem espaços para textos e imagens apelativas como sexo e violência, que infestam como pragas as consciências humanas. Nosso lema, a liberdade de expressão, o respeito à opinião, e à crítica dos leitores, sem, jamais publicar boatos ou acusaçõ...

#CENTENÁRIO “O resgate da associação cultural e desportiva que afirma a Bragança Negra”

Idealiza-se demasiado uma suposta colonização francesa de Bragança, e do mesmo modo, mitifica-se uma Bragança indígena, mas muito pouco se destaca a presença marcante da negritude em Bragança. E apenas quando há referências à tradição da Marujada é que se enaltece mais as heranças do que a matriz negra de São preto, que era de origem etíope. Benedetto migrou de África para Sicília, Itália, onde primeiro esmolou, e entrou pelas portas do convento, para ajudar na cozinha, tornando-se, com o tempo, um Monge-Cozinheiro. E foi uma associação desportiva-cultural, entretanto, que veio a afirmar a força negra na sociedade bragantina. Fundado em 1917, o TIME NEGRA completa 100 anos, com direito a homenagens aos seus ex dirigentes e associados, e a as pessoas que fizeram tanto o esporte quanto o carnaval da entidade. Em sua época áurea, entre os anos 1948 e 1962, o TIME NEGRA conquistou o título de clube mais querido de Bragança, em pesquisa feita pelo Jornal do Caeté. E para isso teve de ...

#PAULINHA “Tumor cerebral ceifa vida de criança no Município de Bragança”

A súbita morte de uma criança de nove anos   deixou Bragança abalada. Ocorrido no dia 25/3/2017, o fato trouxe tristezas aos seus pais, parentes, amigos em Bragança do Pará. Seu enterro foi um momento de grande emoção, mas também de reflexão. Paulinha estudava na Escola Santa Terezinha. Há cerca de dois meses, ela começou a sentir sintomas de dores de cabeça. Depois, apresentou mãos trêmulas, e dificuldades em se equilibrar. Além disso, passou a ter dificuldades em articular as palavras. Seus familiares a levaram ao Hospital Santo Antônio Maria Zacarias, que a mandou de volta para casa, com a recomendação do exame “Tomografia”. Mas o exame não foi realizado, os sintomas evoluíram, e, em cerca de vinte dias, mais uma vez, ela foi encaminhada ao mesmo hospital (22/3). No dia 24/3, realizou uma tomografia, com laudo assinado pelo Dr. Antônio Marcos Gomes, do serviço de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HSAMZ (CRM 8208). O exame revelou presença de massa ...